TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade

 

        Hiperativos, agitados, sem limites, habitantes do mundo da Lua, desatentos, desligados, preguiçosos. Estes são alguns dos “apelidos” usados para caracterizar crianças que de alguma forma incomodam pais e professores.

        Essas crianças podem ser portadoras do TDAH ou Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, significando a barra inclinada que o problema pode ocorrer com ou sem o componente de hiperatividade, antes considerado o sintoma mais importante e definidor do quadro.

        As pesquisas internacionais e nacionais indicam uma prevalência do transtorno entre 3 a 6% na população de crianças e adolescentes. Isto significaria dizer que teríamos entre uma a duas crianças com TDAH, nesta faixa etária, em uma classe de 30 alunos.

        O distúrbio tende a permanecer através da adolescência e atingir a idade adulta.

        As características mais freqüentes são:

        1) hiperatividade, 2) comprometimento percepto-motor, 3) instabilidade emocional, 4) déficit geral da coordenação, 5) distúrbio da atenção, 6) impulsividade, 7) transtorno da memória e do pensamento, 8) deficiências específicas do aprendizado.

        Para se fazer o diagnóstico, 6 (ou mais) dos seguintes sintomas de desatenção ou hiperatividade devem persisitir por, pelo menos, 6 meses:

        Desatenção:

        (a) deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros descuidados em atividades escolares, de trabalho ou outras; (b) tem dificuldades para manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas; (c) não segue instruções e não termina seus deveres escolares, tarefas domésticas ou deveres profissionais; (d) parece não escutar quando lhe dirigem a palavra; (e) tem dificuldades para organizar tarefas e atividades; (f) evita, antipatiza ou reluta a envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante; (g) perde coisas necessárias para tarefas ou atividades; (h) facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa; (i) apresenta esquecimento em atividades diárias.

        Hiperatividade:

        (a) remexe as mãos ou os pés e se remexe na cadeira; (b) abandona sua cadeira em sala de aula ou outras situações nas quais se espera que permaneça sentado; (c) corre ou escala em demasia, em situações em que isso é inadequado; (d) tem dificuldade para brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer; (e) está freqüentemente a mil ou age como se estivesse a todo vapor; (f) fala em demasia.

        Impulsividade:

        (g) dá respostas apressadas antes de as perguntas terem sido completadas; (h) tem dificuldade para aguardar sua vez; (i) interrompe ou se intromete em assuntos de outros.

        Apesar de perceber-se o problema na fase escolar, que é quando há uma cobrança maior de atenção e comportamento adequado, os sintomas do distúrbio podem ser notados desde o nascimento: crianças excessivamente sensíveis a estímulos e facilmente perturbadas por ruídos, luz, temperatura, etc; ou às vezes o inverso: crianças dóceis, sem energia, dormem a maior parte do tempo, e parecem desenvolver-se muito lentamente nos primeiros meses.

        Algumas crianças apresentam-se quietas e muito desatentas, classificadas como comportadas que não participam da aula, mas também não atrapalham, com grande facilidade em desviar a atenção. Já outras são inquietas, falantes e não se incomodam para o que está sendo ensinado, atrapalhando o desenvolvimento da aula e prejudicando o aproveitamento dos colegas.

        As crianças e adolescentes com TDAH normalmente são dotadas de uma criatividade incrível, contudo, apresentam prejuízos claros no seu funcionamento escolar e social. Assim, notas baixas, problemas de comportamento, dificuldade de prestar atenção, distrair-se facilmente, relacionamento difícil com familiares e colegas e a não adaptação escolar são comuns entre crianças e adolescentes portadores de TDAH.

        Embora muitas pessoas sejam portadoras do TDAH, a falta de informação e compreensão de pais e educadores e a ausência de um acompanhamento especializado, podem transformar a escola num lugar de infelicidade e frustração. Isso pode levar a uma atuação anti-social e a comportamentos autodestrutivos e autopunitivos.

        De qualquer forma é bom lembrar: não potencialize o que pode ser um comportamento ativo comum a qualquer criança, porém, jamais ignore um problema evidente com seu filho. Havendo dúvidas, o melhor é procurar orientação de um especialista.

 

Sandra Macedo

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